A arte de seduzir um homem com os pés

Muitos concordam com o fato de que ser um podólatra tem suas vantagens. E não são poucas. A começar pelas estatísticas: apenas 0,5% dos homens são fetichistas dos pés. Ou seja, é um privilégio de poucos, relativamente falando. Fazendo um cálculo a partir dessa estatística, talvez grosseira, 17,5 milhões de homens no mundo sentem uma determinada atração, apego, tesão ou seja lá o que for pelos pezinhos femininos. Isto quer dizer que se você é uma mulher que encontrou um homem fascinado pelos seus pés, você também é uma privilegiada.

O engraçado é que qualquer podofetichista já percebeu o quanto a maioria das mulheres acha interessante essa inclinação masculina. Embora muitas ainda admitam um sentimento de estranheza quando se confrontam pela primeira vez com situações que revelam essa tensão sexual despertada pelos seus pés. Raro é não apreciar esse tipo de interação, que potencializa energias muito positivas entre um homem e uma mulher.

Podovoyerismo

É comum o podólatra buscar constantemente pés encantadores. Ele faz um raio-X contínuo nas ruas, nos restaurantes, nos shoppings, nas baladas… Em qualquer lugar. Uma ânsia por encontrar o casamento perfeito entre sapatos, pés, pernas e suas magníficas donas.

O fato é que existem situações e lugares mais propícios para se encontrar uma variedade imensa de pés, sobre saltos ou não, exibindo-se escandalosamente a cada movimento. O podovoyerismo, prática de se observar velada ou ostensivamente os pés femininos sob uma perspectiva, digamos, lasciva, entra em cena como uma experiência mágica. Diga-se de passagem, não só para o homem, mas principalmente para a mulher que lhe desperta os desejos.

O podovoyerismo, prática de se observar velada ou ostensivamente os pés femininos sob uma perspectiva, digamos, lasciva, entra em cena como uma experiência mágica. Diga-se de passagem, não só para o homem, mas principalmente para a mulher que lhe desperta os desejos.

Interessante é que o podólatra, por meio da linguagem corporal feminina, percebe claramente quando uma mulher se encanta e se surpreende ao se dar conta de que um homem contempla seus sedutores pezinhos. Ou quando acha tudo muito estranho, ao contrário, não desenvolvendo o jogo do desejo. Ainda que subjetivas, entretanto, situações em que as mulheres dão vazão às fantasias podovoyerísticas são muito comuns e bastante deliciosas para ambos.

É quando elas evidenciam ainda mais seus pés e sapatos, balançando-os, curvando-os e movimentando-os de modo a hipnotizar o admirador. Deixam escorregar o sapato pelo calcanhar, pendurando-o na ponta dos dedos, revelando texturas, arcos e cores de sua pele. Dependendo da posição e da curvatura dos pés, é possível vislumbrar até mesmo as solas e suas linhas que se formam e desaparecem a cada movimento de dedos, ora para cima, ora para baixo.

Quando estão em pé, aparentemente com os pés cansados em seus sapatos, deslizam-nos para fora, revelando a discreta volúpia de suas formas e curvas. Dedinhos que se exibem, perfeitamente alinhados às solas das quais se desprende um calor há pouco contido entre pés e sapatos. Ou, então, quando modelos peep toe e sandálias enaltecem as belas unhas, simetricamente bem constituídas, muito bem tratadas e com esmaltes brilhantes e provocantes. Situações em que elas ajustam os sapatos, tiram-nos parcialmente e os recolocam de forma delicada – suas belas mãos, é claro, também completam a cena. Até mesmo quando elas apenas olham para o podólatra, fundo nos seus olhos e, em seguida, para seus próprios pezinhos, transmitindo mensagens subliminares que evocam desejos fulminantes em suas presas: “Sei o que você está pensando”.

Certo é que a grande maioria das mulheres colabora para intensificar essas e outras fantasias fetichistas, em jogos de atração inesperados, brincalhões e despretensiosos como estes. Uma arte intrínseca à natureza feminina que privilegia olhares e sonhos dos amantes dessas delicadas peças e seus adornos. Afinal, que mal tem em brincar com o maravilhoso dom da sedução podofetichista?

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