O encanto das solas em ponta

Cada podólatra com sua paixão

Convenhamos: cada podólatra tem suas preferências. Definitivamente, elas dependem mesmo do sujeito em questão e por isso não é possível traçar uma receita dos pés perfeitos que agrade a todos. Enquanto uns gostam de pés pequenos, outros apreciam pés grandes. Uns desfrutam da beleza dos dedos perfeitamente preservados em sua naturalidade, ao passo que outros nem se importam com calos. Alguns exigem pés limpos, mas há os que não abrem mão dos empoeirados. E se um podo gosta de pezinho cheiroso, outro pode se satisfazer exclusivamente com um requintado chulé de moça.

Não há dúvida de que a condição estética e fisiológica dos pés da mulher deve convergir para o gosto do seu podólatra-alvo, sendo este o único fator determinante e imutável que o afasta ou o aproxima dela numa relação envolvendo a podolatria. Quando esta condição atende às preferências do fetichista, a exemplo das características já tratadas em artigos anteriores — textura da pele, cor, cheiro, flexibilidade, grau de curvatura dos arcos, formato e tamanho dos dedos etc — quase não há outros impeditivos para a realização dos sonhos fetichistas. É claro que a mulher que tem prazer com um podo aos seus pés sabe bem disso.

Sendo os pezinhos do agrado do podólatra, a mulher antenada na prática da podolatria descobre quais são as, digamos, fraquezas dele, para então explorá-las à exaustão. Ou seja, aprende e desenvolve as melhores formas de sensualização por meio dos pés e seus outros atributos femininos, de modo a instigar a apurada sensibilidade do seu parceiro e a permitir que o êxtase flua sem obstáculos entre eles.

Ah, as solas!

A contemplação dos pezinhos femininos é, sem dúvida, uma das cobiças bastante comuns entre a grande maioria dos podólatras, para não dizer todos. São vários os ângulos de contemplação dos pezinhos que atiçam a libido do homem fetichista, pelos quais ele pode se encantar durante uma exibição espontânea ou provocativa de sua Afrodite. É aí que ela não pode prescindir da plena consciência sobre a força sedutora das tão desejadas solas que, quando bem exploradas, podem conduzir o casal ao êxtase da podolatria.

As plantas dos pés carregam em si uma misteriosa força de atração. O desenho, as proporções, os movimentos, as dobrinhas, as nuances, o cheiro e tantas outras características têm o poder de inebriar o apaixonado por pés, rendendo-o sem resistência aos feitiços da sua parceira. São como um pêndulo de hipnose: uma vez exibidas, escavam as profundezas do subconsciente masculino e de lá extraem uma luxúria tão inexplicável quanto intensa e irresistível.

No entanto, é importante que se diga que nem toda pose em que as solas se exibem são necessariamente sedutoras. E este é o segredo com o qual as mulheres devem trabalhar: descobrir como a exibição desta parte dos pezinhos pode criar um estado de fascínio no podólatra.

“Ponta de bailarina no ar”

Apenas a título de exemplo, menciono aqui uma das minhas próprias paixões, mas que, certamente, é compartilhada por muitos outros podólatras como eu. E começo com a pergunta: qual a principal pose das solas que pode alimentar nossos mais profundos instintos de paixão? É claro que só poderia ser a magnífica ponta de bailarina, suspensa no ar. Esta pose é maravilhosa não apenas quando se vislumbra o plano das solas, mas qualquer outra perspectiva, como a do peito do pé que se sobressalta ou a do perfil do arco que se angula. Os dedos se juntam à frente, as solas se engelham, calcanhares se alisam e pequenas assimetrias da forma são mascaradas. Sem contar com o fato de que pés em ponta significam quase que uma oferenda ao podólatra. É praticamente um convite para a sua prostração reverencial diante de tamanha beleza.

Vale lembrar que a criatividade da mulher no uso desta artimanha postural de seus pezinhos é fundamental para que o jogo do casal explore toda a sua potencialidade. A “ponta de bailarina no ar” pode exercer uma influência irresistível por meio de diversas maneiras e em muitas situações. Com o intuito de prover uma inspiração inicial aos amantes da podolatria, relaciono aqui algumas das mais cativantes; aquelas nas quais os podofetichistas se perdem nos meandros do prazer emanado por este poderoso estímulo feminino.

1. No amor, pernas para o ar

É uma das posições mais tradicionais entre os parceiros enquanto se amam, favorecendo muito a podolatria. Enquanto a mulher deitada na cama recebe seu amado de frente para ela, suas pernas estão totalmente elevadas com os pés em ponta de bailarina na altura do rosto dele. As pernas podem estar abertas, apoiadas nos ombros do parceiro ou juntas a poucos centímetros de sua face para que, em meio à relação, ele possa brincar com as plantas dos pés, beijá-las ou cheirá-las, proporcionando também prazer à sua amada pelo próprio coito associado aos toques de seu rosto.

2. Sentada com a perna cruzada 

Ao vislumbrar uma cena dessas, todo podólatra sonha em se deitar debaixo do pezinho que está suspenso, com o rosto logo abaixo da sola em ponta. Desta forma ele pode ter uma visão completa e totalmente dedicada à planta do pé, com dedos, arco e calcanhar à espera de seu culto.

3. Sentada sobre uma das pernas

Quem já não se deparou com um pezinho aparecendo sorrateiramente sob o bumbum de uma donzela? Distraída ou com terceiras intenções, ela dobra uma das pernas sobre a qual se senta, explicitando aquela sola toda faceira, em movimentos de vai e vem dos dedos. E o podólatra à espreita não desperdiça a oportunidade de apreciar ou até responder a um possível convite, prostrando-se com seu rosto próximo à sola, se assim sua bela dona consentir.

4. Relaxando com as pernas esticadas e cruzadas sobre uma mesa ou apoio

Talvez essa seja a posição que mais represente a prática da podolatria. Enquanto a amada relaxa lendo um livro ou simplesmente mexendo em seu celular, sentada com as pernas esticadas, cruzadas e levemente inclinadas para cima, suas solas suspensas e em ponta se oferecem plenamente ao deleite do podólatra, posicionado de frente para elas.

5. Deitada de bruços na consagrada “pose de anjo”

A “pose de anjo” é uma das mais admiradas pelos podólatras, pois dela se evidencia uma atmosfera de descontração e pureza que são qualidades inatas da mulher. De bruços no chão ou na cama, com as pernas dobradas para cima e cruzadas, as solas apontadas para o céu chegam a clamar pelos carinhos do podólatra.

6. De joelhos, sentada sobre os próprios calcanhares

Sabe quando a moça está ali agachada de joelhos no chão, sentada sobre os calcanhares com as solas juntinhas bem debaixo do bumbum? Pois é, venerá-la assim, apreciando seus cabelos, costas e quadris sobre as solas é uma experiência fantástica. Que tal jogar videogame nesta posição, com seu podólatra deslumbrado atrás de você?

Dentre um sem número de outras possibilidades, estes são apenas alguns exemplos de sedução por meio da exibição das solas em ponta dos tão amados pés femininos. Resta a você, mulher, usar de toda a sua criatividade para cativar o seu podofetichista com seus dedinhos apontados para o coração dele. E para você que é podólatra, resta saber conduzir com muito carinho a prática do amor por meio da podolatria, para que você e sua parceira atinjam estados de plenitude cada vez mais elevados.

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2 comentários em O encanto das solas em ponta

  • G. Moretti  diz:

    Carlos2041 Muito obrigado pelo seu comentário! Cada vez mais acredito que as nossas histórias, de autênticos podólatras de uma geração pré-Internet, se assemelham em diversos aspectos. Também comecei a me libertar e a compreender o fetichismo dos pés a partir dos precursores da podolatria, a exemplo do próprio Henfil. Nos idos anos de 1998-1999, quando fazia minhas pesquisas sobre o fetichismo para escrever meu livro Tesão por Pés, também me deparei com esses aspectos científicos sobre as ligações cerebrais entre pés e genitália masculina, que talvez justifique friamente esse gosto especial que temos pelos pés femininos. 
    Mas para mim, muito além da ciência, prefiro entender este gosto como um dom que nos foi presenteado pela Existência. 
    Mais uma vez, agradeço muito pela sua participação. E vamos em frente apreciando toda a beleza dos pezinhos femininos.
    Abraços,
    G.Moretti

  • Carlos2041  diz:

    Para mim, a sola é onde se resume toda a atração que sinto por um pé. Sou podólatra de inato, congênito. Penso que não existe aquele, ou aquela, que se transforme em podólatra no curso da vida. Talvez, descubra aos poucos, devido aos bloqueios que a sociedade de anos atrás impunha sobre certos comportamentos fora das regras. Eu descobri ao dois anos. Talvez, por não me recordar de fatos anteriores à tal idade. Aos 14 anos, achava que era o único no Universo a sentir tamanho tesão por pés, a ponto de trocar a própria genitália de uma mulher pelos seus pés!!! Aos quinze, descobri que o Henfil, o cartunista, também sentia essa paixão, quando colocou na capa de sua publicação semanal, ou mensal, “Fradim”, um pé bem desenhado, gigante, sobre um homenzinho deitado numa cama. Confesso que tive até vergonha de pedir ao jornaleiro aquela revistinha.
    Daí em diante, fiquei mais tranquilo. Sabia que eu não era mais o “único no Universo” inteiro a ter essa parafilia muito cândida. Hoje, a podolatria viralizou no Facebook e outras redes sociais, a ponto de uns idiotas, só querendo se aparecer, dizendo-se podólatra. Temos a sua publicação, G. Moretti, que é um importantíssimo veículo para esclarecer os incautos sobre as maravilhas da Podolatria.
    E a ciência já fez a parte dela também. A Neurociência explica, através do córtex sensorial cerebral como se causa a confusão entre genitália e pé. Eu tendi para os pés, e estou muito feliz assim. E não me intimido em falar isso publicamente! Aliás, eu faço até questão apresentar-me como um adorador de pés femininos.
    Obrigado por nos ofertar com jorros de informações e receba Aquele Abraço!!!!

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