Planta que é flor dos pés

Um dos momentos de maior deslumbramento esperados pelos podólatras acontece quando, diante deles, exibem-se belas solas de pezinhos bem-tratados. “Solas? Como assim?”, perguntam-se mulheres menos atentas. Sim, meninas, as solas! Elas têm um papel de sedução encantador dentro do universo podofetichista. Muitos leitores e leitoras  já devem ter percebido em meus textos que esta é uma das minhas grandes inclinações fetichistas.

As solas, ou planta dos pés, dispõem de diversos atributos sensuais, tais como a textura da pele, a cor e a forma. Além disso, seus movimentos para frente e para trás, feito bailarinas e ginastas olímpicas fazendo ponta ao curvá-los (ah, que cena!), deixam os homens maravilhados, tamanha é a satisfação neles despertada.

Pezinhos irrequietos, que não param dentro dos seus adornos, desencadeiam uma insana vontade de se prostrar diante de suas solas como que oásis de toques, odores e paladares.

Textura da pele

Nível de hidratação, maciez e viço são exemplos de como a textura da pele revela o cuidado que uma mulher dispensa aos seus pés. Solas desidratadas, esbranquiçadas, espessas, com fissuras e calosidades remetem à uma imagem de desgaste e velhice. Ao contrário do que se pode eventualmente crer, quanto maior o brilho dessa parte do corpo feminino, maior é a impressão de uma pele inflexível, lisa e seca como um plástico.

Por outro lado, pés e solas hidratadas, de pele fina, macia, uniforme e de toque aveludado manifestam o especial asseio para com seus pezinhos. São qualidades que enaltecem o excitante frescor da mulher em plena flor de sua feminilidade.

Cor

As preferências pelas diversas matizes que as solas femininas assumem dependem de cada podólatra. No entanto, há basicamente dois estilos distintos que podem ou não concorrer como atrativos na mente de um fetichista: solas rosadas ou branco-amareladas. Alguns homens gostam de ambas as variações ou têm maior inclinação para uma ou outra. Ademais, as cores também podem variar segundo a circulação sanguínea e a temperatura dos pés, ficando ora mais rosadas, ora amareladas ou brancas. Uma coisa é certa: o sabor da surpresa assim que as plantas dos pés se revelam com a tonalidade preferida do admirador.

Forma

 

Também um gosto bastante pessoal. Há homens que gostam de solas magras, alongadas, esguias. E aqueles que preferem as mais largas, encorpadas e robustas. Para outros, ainda, pode ser indiferente, desde que bem-cuidadas. Mas há uma característica percebida de modo unânime entre os podólatras: o grau de curvatura dos arcos.

Pés chatos são, geralmente, os menos provocantes, considerando-se a comum preferência fetichista. Pés arqueados, do contrário, expressam solas mais flexíveis e sedutoras. O maior apego pelos chamados “pés cavos” talvez decorra de uma possível semelhança com a genitália feminina. Não entendeu? Basta que a mulher se sente no chão e junte ambas as solas. O desenho e o vão formados pela contraposição delas são mais do que evidentes.

Provocando admiradores

Tudo bem. As plantas dos pés têm fortes atributos de sedução. Mas como evidenciá-los? O que um homem vê e sente quando as solas estão à mostra?

Bem, o simples ato de vislumbrar esta parte do pé feminino desencadeia uma série de pensamentos. A começar pelo desejo de perceber o calor, as notas do couro, da camurça, das meias, da pele ou de uma mistura de tudo isso irradiado pelas solas.  O toque, a umidade e o gosto também evocam sinestesias inimagináveis na mente e no corpo fetichista. E a ideia de se concretizar essa mentalização pode culminar numa explosão orgástica: seja por meio de uma relação sexual que envolva a podolatria, seja através de uma simples e saudável brincadeira imaginativa entre os pares.

Relações à parte, as estratégias de sedução feminina também estimulam um gostoso embate entre a mulher e o seu pretendente. Detentora deste poder, intrínseco à natureza feminina, a sábia mulher o utiliza com destreza para despertar os mais prazerosos sonhos podofetichistas.

Situações cotidianas, em que as solas se põem à mostra, são um bom exemplo desse jogo. Na praia, na piscina, na ioga ou em qualquer lugar ou atividade em que as mulheres estejam descalças. Inegavelmente, uma contemplação deliciosa.

O grande prazer se instala, entretanto, quando as solas se exibem despretensiosas e marotas. Aparecem e desaparecem de modo ostensivo, para dentro e para fora dos sapatos, sob um ângulo de visão privilegiado e estrategicamente escolhido pelo podólatra. Pezinhos irrequietos, que não param dentro dos seus adornos, desencadeiam uma insana vontade de se prostrar diante de suas solas como que oásis de toques, odores e paladares. Certamente uma das situações mais desejadas pelos podovoyeuristas, talvez pela íntima associação desse “entra-e-sai” com o coito propriamente dito.

Outro exemplo comum que privilegia o fetichista é quando uma mulher, sobre suas sandálias de salto ou mules, percorre escada acima à frente dele. Seus calcanhares e solas são evidenciados parcialmente, por entre ínfimos solados e tiras, quase no mesmo nível do seu rosto. Esta perspectiva desperta sensações semelhantes à de uma mulher vestida com uma minúscula lingerie.

A sorte de se testemunhar estas e uma infinidade de outras cenas é a maior busca dos amantes de pés e solas. É claro que são situações, em geral, que passam despercebidas pela mulher. Mas, o que torna o jogo mais interessante é a possibilidade de que aquela exibição seja uma velada, porém intencional, provocação. “Será que ela desconfia de que estou olhando e encantado com seus pés, solas e calcanhares?” Em contextos assim, homens esperam que elas atinem para suas tácitas fantasias, e buscam uma possível aprovação pelo seu incontido desejo na própria expressão feminina.

Embora existam mulheres que se surpreendam ou até sintam certa estranheza em momentos assim, há outras que gostam e colaboram com o desdobramento dessas situações. Quando se dão conta das sensações provocadas pela combinação de seus pés, solas e sapatos, dão prosseguimento à discreta comunicação podossexual. E quem não acha gostoso brincar disso? Sorte daqueles e daquelas que oportunizam momentos como estes.

Agora é a sua vez: se você já vivenciou situações parecidas, conte aqui a sua história!

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